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Ensino Superior Católico em Juiz de Fora (Parte II)

Continuando artigo publicado semana passada, vejamos em que aspectos o ensino católico pretende investir esforços, na busca de uma formação integral da pessoa humana e na excelência do serviço que pode prestar à sociedade.

Sobre esta questão o citado documento “Ex Corde Eclesiae”, afirma: Dado que o saber deve servir a pessoa humana, numa Universidade Católica a investigação vem sempre efetuada com a preocupação das implicações éticas e morais, ínsitas tanto nos seus métodos como nas suas descobertas. Embora inerente a toda a investigação, esta preocupação é particularmente urgente no campo da investigação científica e tecnológica. « É essencial convencermo-nos da prioridade da ética sobre a técnica, do primado da pessoa sobre as coisas, da superioridade do espírito sobre a matéria. A causa do homem só será servida se o conhecimento estiver unido à consciência. Os homens da ciência só ajudarão realmente a humanidade se conservarem o sentido da transcendência do homem sobre o mundo e de Deus sobre o homem ».

Assim, a comunidade acadêmica católica- diretores, professores, funcionários e alunos - é convidada a exercer um ofício, ao mesmo tempo, igual a qualquer universidade, no que diz respeito ao rigor científico, mas também diferenciado, porquanto é uma escola confessional, cujos princípios básicos, os alicerces fortes, são os mesmos fundamentos da fé cristã católica, como afirma o documento pontifício citado: A Universidade Católica persegue os seus objetivos também mediante o empenho em formar uma comunidade humana autêntica, animada pelo espírito de Cristo. A fonte da sua unidade brota da sua comum consagração à verdade, da mesma visão da dignidade humana e, em última análise, da pessoa e da mensagem de Cristo que dá à instituição o seu caráter distintivo.

A mente pensante haverá de constatar que há bases mais sólidas e bases mais frágeis para a construção da vida e da pessoa humana. Isto constitui na sociedade pós-moderna uma verdadeira crise. Quanto a isto, o Papa Bento XVI, em seu recentíssimo Motu Proprio “Porta Fedei, com o qual convoca o Ano da Fé a partir de 11 de outubro de 2012, recorda: Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.  Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De fato, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação.

A CNBB, em suas Diretrizes e Normas define a Universidade Católica como uma comunidade acadêmica que, inspirada na mensagem e pessoa de Jesus Cristo e fiel à Igreja, se dedica, de modo refletido, sistemático e crítico, ao ensino, à pesquisa e à extensão, nos variados ramos do conhecimento e se consagra à evangelização e formação integral de seus membros – alunos, professores e funcionários – bem como ao serviço qualificado do povo, contribuindo para o aumento da cultura, a afirmação ética da solidariedade, à promoção da dignidade transcendente da pessoa humana e ajudando a Igreja em seu anúncio salvífico e serviço ao Reino de Deus.

 

 

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