“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Esse é o mandamento de Jesus que vai iluminar o I Sínodo Arquidiocesano de Juiz de Fora e que também foi a inspiração da festa de abertura do evento. Alegria e entusiasmo também marcaram a celebração do dia 13 de dezembro, na Catedral Metropolitana, que contou com mais de 100 padres e diáconos, além do bispo emérito, Dom Eurico Veloso, e do arcebispo metropolitano, Dom Gil Moreira.Segurando o primeiro báculo usado por Dom Justino José de Santana (primeiro bispo da diocese de Juiz de Fora), Dom Gil Moreira esclareceu que o I Sínodo enquanto arquidiocese difere do Sínodo Diocesano (realizado em 1950 por Dom Justino) por ter um viés mais pastoral. Segundo ele, será feita uma avaliação dos 85 anos de história da Igreja Particular de Juiz de Fora . “Tenho nas mãos o primeiro báculo de Dom Justino. Símbolo forte de gratidão a Deus e às pessoas que ajudaram a construir essa Igreja”, destacou.
O Sínodo também vai olhar para o presente e para o futuro. “Queremos continuar as coisas boas que estão sendo realizadas, ampliando-as e revigorando-as. Vamos olhar com realismo e humildade para algumas lacunas que podem haver como omissão, falta de disposição e desânimo”, explicou o pastor.
Os missionários sinodais presentes foram credenciados, receberam a pasta sinodal e fizeram a profissão de fé e o juramento de fidelidade. No total são cerca de 200 pessoas envolvidas diretamente na organização do Sínodo Arquidiocesano.
“A Igreja existe para Evangelizar. Com o Sínodo, vamos evangelizar a todos, evangelizar as estruturas de modo que Jesus seja amado cada vez mais”, comentou Dom Gil.
Para a missionária sinodal da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro a missão vai ser árdua, mas prazerosa. “É um trabalho que requer dedicação, mas quando a gente é tocada por Deus temos que assumir com carinho e amor e ser verdadeira discípula”, concluiu.
A abertura do Sínodo, que traz a missão no tema (Arquidiocese de Juiz de Fora: uma Igreja sempre em missão) e lema (Fazei Discípulos meus), contou com a presença do bispo da prelazia de Óbidos (Igreja Irmã da Arquidiocese de Juiz de Fora, na qual o padre missionário juizdeforano, José de Anchieta atua), Dom Frei Bernardo Johannes Bahlmann (OFM).
Sobre a presença de Dom Bernardo, Dom Gil disse que o objetivo é aumentar a consciência missionária da Igreja Particular de Juiz de Fora. “Queremos estender nossa olhar para além das fronteiras”, esclareceu.
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*Publicado em 14-12-09




