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Quaresma, Semana Santa e Páscoa: caminhos de fé

A Páscoa é o ponto máximo do ano litúrgico. Celebra-se a vitória da vida sobre a morte. Humanamente falando, nascemos para morrer. Porém, esta é uma afirmação totalmente derrotista e, se fosse verdadeira, seria desesperadora. É desastrosa conclusão materialista, centrada na singularidade do corpo e desconhecedora da integralidade da pessoa que é dotada de algo mais que apenas a matéria.

Cristo é o revelador do Pai. Por Ele, não só pelas suas palavras, podemos conhecer a verdade sobre a vida, a pessoa humana, a matéria, o mundo e todas as demais coisas. Podemos conhecer a verdade sobre Deus e as criaturas.

A ressurreição de Cristo garante-nos que, no dizer do venerável João Paulo II,  “a última palavra da vida humana não é morte, mas  ressurreição”.  A Páscoa cristã é  celebração da estupenda passagem da morte para a vida indestrutível e eterna.

Simbolizadas nos relatos pascais do povo hebreu, descritos no Antigo Testamento, sobretudo na passagem do anjo exterminador e na travessia do mar vermelho, a Páscoa cristã abre, de uma vez por todas, as portas da compreensão a fim de que vivamos não para morrer, mas para entrar na vida plena criada e desejada por Deus para suas criaturas.

Celebramos isto nos quarenta dias da quaresma, nos sete dias da Semana Santa, e nos cinqüenta dias do tempo pascal. A atemporalidade das coisas celestes está bem presente nestes dias simbólicos de forma que chega a ser emocionante. Tais celebrações olham para o passado, para o presente e para o futuro como numa só visão. Os quarenta dias quaresmais nos recordam as realidades da caminhada do povo hebreu salvo da escravidão do Egito, olha para o tempo de Jesus, no seu jejum e sua oração no deserto, e nos mostra que a caminhada deste mundo é um itinerário de sofrimentos e de lutas contra o mal desafiador, mas ao mesmo tempo de momentos de alegria e vitórias, mostrando que Deus continua andando em nosso meio. Isto tem cume na Semana Santa quando vivenciamos os passos da paixão e morte de Jesus, o acompanhamos até o túmulo, mas ele não permanece na escuridão da sepultura, ao contrário, vem ao nosso encontro ao terceiro dia vivo e real, nos aliviando da derrota, nos mostrando a vitória total. Onde está tua vitória, ó morte!

A partir do Domingo da Ressurreição, começa o Tempo Pascal, como um grande Domingo, o Dia que o Senhor fez para nós, no dizer das Sagradas Escrituras. O tempo da Páscoa que vai do Domingo da Ressurreição até Pentecostes, tempo de festa, de alegria, de paz, de amor divino/humano é antecipação do céu, para onde vamos, se estamos nos passos de Cristo. Quem está em Cristo é nova criatura.

Nesta perspectiva, as celebrações litúrgicas não são somente coisas daqui, mas se perpetuam, não são somente festas terrenas, mas vivência da globalidade da vida humana, que vai para além da morte. Com Cristo celebremos os passos da quaresma, da Semana Santa, para com Ele vivenciarmos as realidades eternas da Páscoa definitiva.

*Publicado  em  01/04/2011

 

 


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